Buongiornoprincipessa’s Weblog
Just another WordPress.com weblog“Chutando o balde”
Talvez eu exija demais das pessoas, exija até mesmo atitudes e qualidades que nem eu possua, não que eu, seja lá grandes coisas, mas eu esperava das pessoas que elas tivessem, que me surpreendessem e que se surpreendessem a cada tentativa.
Por inúmeras vezes, o sentimento de frustração tomou conta de mim e invadiu meus pensamentos com idéias do estilo, “Deixa isso de lado, esquece!” e mais uma vez eu me via frustrada por não deixar a situação clara ali mesmo, por não dar um “chute no balde” ou só o fazê-lo quando a água já estava sobejada.
Ah! O famoso “chute no balde” . Depois de algum tempo decidi mudar, era me olhar atravessado ou discordar da Sra. Razão que a briga estava armada. Quer saber? Não resolveu, bom na verdade, a vida afetiva se tornou o que diriam as feministas um sucesso total, repeti algumas vezes sem medo, “ou é do MEU jeito ou não é”, algumas vezes funcionava, mas ter total controle da situação não é assim o que se pode chamar de satisfação.Ao mesmo tempo que eu queria moldar o “vaso” de argila, eu queria que ele tomasse forma, fosse único.
E nada como a TPM para transformar a mulher mais decidida em uma criança na dúvida, entre um sorvete de morango e um de chocolate. Pronto! Problema resolvido, eu não terei que assumir nada e nem dar muita explicação, era só citar que estava na TPM e as minhas loucuras e oscilações de humor. Variavam entre gritar histericamente por não entrar naquela calça maravilhosa de 5 anos atrás e chorar desconsolada nas cenas de Shrek quando salva a princesa. Algumas das atitudes mais normais de uma mulher.Ta bom, eu confesso que algumas vezes usei como desculpa. Mas o que não havia percebido é que isso não acontecia com todas as pessoas a minha volta.
Com algumas eu não conseguia “chutar o balde”, apenas deixava escapar aquele sorriso que nem amarelo era, pois nem os dentes mostrava e foi ali que percebi que essas pessoas faziam as mesmas coisas comigo, inúmeras vezes.Mas “O DIA” chega para todos e o meu foi quando alguém resolveu não me dar um sorriso amarelo e ao invés disso mostrou ser a pessoa mais amável, meiga e sensível que alguém pode ser no auge de um ataque de nervos e me disse o quanto eu era especial e amada e incluindo todos os meus defeitos e as armas que usava para parecer forte, decidida e perfeita.Resolvi ampliar o meu controle de “chuta balde” a mais pessoas.
O treino foi árduo e confesso que ainda é, consigo lembrar do dia em que tomei a decisão. Ouvi de um certo alguém a frase, “Me desculpe eu atrasei só umas duas horas, mas eu vim” . A vontade de responder “Não imagina, não precisa se preocupar eu fiquei esperando no sol desde as 13h em pleno verão, sem bateria no celular e sem a chave de casa te esperando, imagina sem problema nenhum”, foi substituída por um “acontece, não precisa nem se justificar, fica tranqüila(o)”.
O sorriso ainda era falso mas os treinos passaram a ser mais freqüentes.A cada frase substituída, ia percebendo que eu também agia da mesma forma com as pessoas e quão especial elas iam se tornando uma a uma. Em especial no sexo oposto, atitudes que jamais aceitaria passar a gerar uma careta diferente da habitual, um pouco mais bem humorada.
Cheguei a conclusão, obviamente até a próxima TPM de que a perfeição, além de ser diferente de pessoa para pessoa muda radicalmente a partir do ponto de vista e das atitudes que nós temos em relação as mais variadas situações.
Que o “ser perfeito” não existe, existe sim alguns moldes ridículos que a sociedade impõem, porque alguém resolveu achar legal, por questões de tradições e principalmente porque as pessoas se acomodam e preferem não se expor para defender certas causas.Mudo a cada dia meu conceito de perfeição em relação as pessoas e em relação a mim mesma. Mas não se esqueçam um chocolate bonifica e muito a pessoa oferecer…